Região é suscetível a tumores e desajustes que impedem seu fechamento completo; flacidez, excesso de pele e mau posicionamento dos cílios desencadeiam progressão de problemas
O papel das pálpebras vai além da piscadinha na paquera, no jogo de truco, no de pôquer ou para receber maquiagem. Elas sustentam e protegem os olhos e quando sofrem alterações, podem interferir na saúde ocular e na qualidade de vida. Por outro lado, saudáveis e funcionais, garantem o bem-estar e o pleno campo visual.
A região está suscetível a tumores e variados desajustes que impedem o seu fechamento completo. Flacidez, excesso de pele ou de gordura, mau posicionamento dos cílios ou dos supercílios, são alguns dos problemas que provocam semblante de olhar cansado, coceira, irritação, secreção, lacrimejamento, dor, sensação de areia, ressecamento, entre outros sintomas.
A oftalmologista Lívia Mara Arnoni Lanzoni, especialista em cirurgia dos olhos no Centro Campineiro de Microcirurgia – Signorelli Oftalmologia, afirma que a plástica ocular – conduzida por profissional que conheça a anatomia e funcionalidade do oculopalpebral – devolve a expressão do olhar e da aparência. De acordo com a médica, a intervenção também é reparadora, inclusive para disfunções de causas genéticas, por traumas, inflamações ou provocadas pelo envelhecimento.
Diagnósticos e cirurgias
Blefaroplastia
A Blefaroplastia, ou cirurgia plástica das pálpebras, é uma das mais usuais. Indicada para quem apresenta excesso de pele nesta região a ponto de dificultar a visão ou provocar insatisfação com a aparência, a cirurgia faz a diferença às pessoas que têm sensação de peso nos olhos, coceira, perda de campo visual e aspecto triste e cansado. "O cirurgião remove sobras de tecido e gordura nas pálpebras inferiores e superiores. É essencial que o médico considere as características étnicas, de idade e sexo do paciente a fim de oferecer o melhor resultado, respeitando as limitações individuais", destaca Lívia.
Pálpebra virada pra dentro ou pra fora
À medida que a idade chega, os problemas nas pálpebras podem se intensificar em função da flacidez. Lívia chama a atenção para o Ectrópio e o Entrópio, desajustes caracterizados pela posição virada da pálpebra, para o lado de fora e para dentro, respectivamente. A médica explica que, no caso do Ectrópio (virada para fora), o olho fica exposto à poeira, vento e sol e a lubrificação fica comprometida. O avanço sem tratamento pode resultar até na úlcera de córnea.
O Entrópio (virado para dentro) causa muito desconforto porque os cílios e a pele palbebral atritam o olho. A demora em procurar ajuda médica pode originar até cicatrizes. "O entrópio pode ser intermitente no início, ocorrendo quando o paciente fecha os olhos com força. Com o passar do tempo, a pálpebra fica constantemente mal posicionada. O tratamento é cirúrgico e não deve ser adiado", recomenda a especialista.
Ressecamento crônico até a perfuração
Há outra doença que impede o fechamento completo das pálpebras e causa exposição da vista, o lagoftalmo. O problema provoca o ressecamento ocular crônico e até perfuração, se não tratado a tempo. "Ocorre geralmente após paralisia facial periférica pela dificuldade em movimentar os músculos da face", observa Lívia. Este caso também é cirúrgico, no qual a pálpebra inferior é reposicionada ou é implantado um peso de ouro abaixo da pele da pálpebra superior para ajudar no fechamento.
Queda da pálpebra
A "queda da pálpebra" superior, chamada de Ptose palpebral, causa problemas na aparência ou na funcionalidade, quando cobre a pupila. Sem perceber, o paciente compensa a dificuldade fazendo força para abrir os olhos ou inclinando a cabeça para trás. Fraqueza dos músculos que elevam as pálpebras, traumas, tumores ou outras doenças desencadeiam a ptose. Lívia destaca que o estrabismo, inflamações ou outras doenças nos olhos podem simular uma ptose. "O exame oftalmológico completo é fundamental para descobrir a causa da ptose e definir a melhor técnica cirúrgica para cada caso", ressalta a médica.
Tumores dentro do olho
Crianças e adultos podem desenvolver tumores intraoculares. Segundo Lívia, os mais frequentes são o retinoblastoma e o melanoma que, agressivos, podem levar à morte quando não tratados. Uma dica para os pais observarem nas crianças é notar a "pupila branca" ou "reflexo do olho de gato". Nos adultos, ocorre a perda progressiva da visão.
Há ainda os tumores orbitários que, mesmo quando benignos, podem projetar o olho para frente ou diminuir a visibilidade. "O exame oftalmológico regular pode diagnosticá-los mais precocemente, facilitando o tratamento e aumentando as chances de cura", alerta.
Verrugas e pintas
Verrugas, "bolinhas" e pintas nas pálpebras são chamadas de tumores e podem ser removidas com pequenas cirurgias. Podem ser benignas ou malignas. "O ideal é que o diagnóstico ocorra no aparecimento das lesões, pois tamanho e tipo interferem nas chances de cura. As cirurgias para remoção devem ser planejadas, feitas por especialista a fim de preservar a anatomia e função palpebral", salienta.
Toxina botulínica
Cada vez mais popularizada, a Toxina botulínica tipo A é aplicada para diminuir rugas faciais e espasmos e complementa outros tratamentos realizados na região palpebral. As rugas superficiais somem completamente e, nas profundas, há uma redução da marca, que pode desaparecer com aplicações seguidas. O efeito do tratamento é de aproximadamente 4 a 6 meses.
Centro Campineiro de Microcirurgia – Signorelli Oftalmologia
Rua Major Solon, 367, Cambuí – Campinas – SP
Telefone: (19) 3234 4040 / WhatsApp: (19) 97603-0527
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